Recordando

    














Kim NovaK

      Quando mergulhamos nesse mundo mágico que é a nossa infância, as imagens que julgámos ver, já não são as da criança que  fomos, mas sim as do adulto interpretando os acontecimentos do passado. No entanto, parecem  permanecer ainda intocáveis nas suas  marcas profundas , deixadas por tudo e todos os que amamos e que nos amaram.
    E esse breve, mas marcante período das nossas vidas acompanha-nos e com ele, as suas vivências que perduram até ao fim. Podemos até afirmar que os avós ,os pais ,os tios e os amigos, mesmo os que já não se acham entre nós, continuam a viver através do filtro indelével da memória. Todo o tempo da infância é eterno. 
    Em crianças, nem sempre compreendemos as atitudes dos adultos com quem convivemos,  mas o nosso coração sabe ler os sinais e sabe quem verdadeiramente nos ama. 
   Quanta ingenuidade e ao mesmo tempo quanta intuição, na nossa breve e imatura  alma infantil!
   Se  "recordar é viver", muitas vezes na vida  ao  recordarmos,  vivemos mais intensamente. Por isso, mesmo quando somos velhos, temos muito de novo dentro de nós.

                                                                                                                                                          Isa Sousa


Comentários

  1. Evocar a infância, muitas vezes através de flashes de memória, descontextualizados, aparentemente sem qualquer significado percebido não será mais evocar essa idade de pura inocência, sem filtros cerebrais, pura emoção que é a presença da criança que continua a existir dentro de nós? Como um "contadora de histórias da minha infância, que fui para os meus filhos e depois para os meus netos, sempre me interroguei sobre isto. Por isso, o seu texto me tocou pessoalmente, Isabel...

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  2. Muito obrigada ,Manuela,pelas suas palavras.Fiquei muito contente por o ter apreciado. Bjinhos Isabel

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