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A mostrar mensagens de setembro, 2018

Fool On The Hill Live-Paul McCartney

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Os Beatles são os meus ídolos de juventude Quem nos famosos anos sessenta não se lembra dos Beatles?  Quem não dançou ao som de músicas como "Hey Jude" e "Yesterday"?   Quem não explodiu de alegria cantando o "Yellow Submarine"?  Quem não amou ao som de "All You Need Is Love"? " Fool On a Hill Live" é uma canção dos Beatles cuja letra  nos põe a pensar no  conceito de loucura e no facto do  sol parecer vogar no céu ,quando  afinal somos nós que vogamos. Todos os visionários  são os loucos do seu tempo:  ninguém os entende na época em que vivem.  Galileu é disso um exemplo. Depois de condenado pela Inquisição é obrigado a renegar tudo em que acreditava e a ser preso, em alternativa a morrer na fogueira. No entanto podemos vê-lo erguer-se na sua grandeza, quando apesar de toda a repressão  continua a afirmar: "e  todavia ela move-se." Apresento a seguir a tradução em português da letra desta canção.   ...

Teolinda Gersão-"A árvore das palavras"

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Sobre o autor Teolinda Gersão ( Coimbra ,  Cernache ,  30 de janeiro  de  1940 )   é uma escritora e professora universitária portuguesa. Estudou nas universidades de Coimbra, Tübingen e Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou Literatura Alemã e Literatura Comparada. A partir de 1995 passou a dedicar-se exclusivamente à escrita literária. Viveu três anos na Alemanha, dois anos em São Paulo, Brasil, e conheceu Moçambique, onde se passa o romance A árvore das palavras (1997). Foi escritora-residente na Universidade de Berkeley em 2004. É autora de vários livros de ficção, traduzidos em 11 línguas. Foram-lhe atribuídos diversos prémios pelas suas obras.Alguns dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, Alemanha e Roménia.                             ...

Muito de nada

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Almada Negreiros Eunice assomava na janela, rosto vermelho de tanto engomar. Cabelo enrolado, remoía uma praga colada à boca, a cabeça pendendo de tanto trabalho. Seus braços ,magros, doíam no vaivém do ferro e os olhos cansados de tanto fixarem as peças de roupa, deslizavam como ondas. Por isso, Eunice abençoava a hora em que, privada de quase tudo mas, sentindo-se ainda  privilegiada, libertava a carga,  abotoava  o velho casaco vermelho , soltava os cabelos ao vento  e subia mais uma vez a rua inclinada apreciando aquele breve instante em que o sol pinta o céu de rosa e laranja e vai descaindo até se sumir  na linha do horizonte.  Depreciava  a vida dura, sem deprimir. Eunice não tinha tempo para desperdiçar a felicidade. Sorvia-a em qualquer gota de prazer.                                                     ...