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A mostrar mensagens de janeiro, 2018

Florbela Espanca

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F lorbela Espanca  ,considerada uma das mais importantes poetisas portuguesas, nasceu dia 8 de Dezembro de 1894, na vila de Vila Viçosa, no Alentejo e suicidou-se a 8 de Dezembro de 1930 .  Concluiu o curso de Letras em 1917 e foi a primeira mulher a cursar Direito na Universidade de Lisboa. Na capital portuguesa conheceu outros poetas e participou num grupo de mulheres escritoras. Colaborou em jornais e revistas.  A  sua obra prima, “Charneca em Flor" foi publicada em Janeiro de 1931.   Parte de sua inspiração foi proveniente de sua vida breve, porém intensa. Conviveu com a rejeição do pai, que apesar de tê-la criado, só depois de sua morte a reconheceu legalmente como filha.   Em 1927, falece seu irmão Apeles Espanca em um trágico acidente de avião, facto que a levou a tentar o  suicídio .   Escreveu uma poesia carregada de erotismo e feminilidade. O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade ...

Recordando

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     Kim NovaK       Quando mergulhamos nesse mundo mágico que é a nossa infância, as imagens que julgámos ver, já não são as da criança que  fomos, mas sim as do adulto interpretando os acontecimentos do passado. No entanto, parecem  permanecer ainda intocáveis nas suas  marcas profundas , deixadas por tudo e todos os que amamos e que nos amaram.      E esse breve, mas marcante período das nossas vidas acompanha-nos e com ele, as suas vivências que perduram até ao fim. Podemos até afirmar que os avós ,os pais ,os tios e os amigos, mesmo os que já não se acham entre nós, continuam a viver através do filtro indelével da memória. Todo o tempo da infância é eterno.      Em crianças, nem sempre compreendemos as atitudes dos adultos com quem convivemos,  mas o nosso coração sabe ler os sinais e sabe quem verdadeiramente nos ama.     Quanta ingenuid...

Infância

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"   Todo o tempo da infância é  eterno na brevidade das nossas vidas."                                                                                 I.F. Portinari    

Anestesia

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http://creadoresycriaturas.com Tapamos o coração. com um penso rápido, asséptico. Colocamos um capacete anti- ideias, se possível, hermético. Compramos a paz numas drageias Existe ácido correndo pelas ruas: forramo-nos com um anti-ácido qualquer,  que a realidade é nua ,crua. O ecrã grita notícias na TV e ninguém quer ver o que se vê.  Imagens rápidas, magnéticas, irreais,  abertas ao assombro do porquê,  agudas como metais.   E o ódio, esse pavor,    já  nada é demais,  Digerimos a violência, sem critério, dizendo: "não sei qual o remédio".  Cegos, mudos e moucos. Cá dentro moendo silenciosa, bicho roendo ou cobra venenosa, como se fosse deveras indolor  a dor devora-nos aos poucos,                          ...

Pergunta?

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                                                                                                                                                                                                                                              g oogle                                         ...

Charles Baudelaire

Charles Baudelaire (Paris,1821-Paris,1867) foi um dos mais influentes poetas franceses do século XIX. Foi considerado um dos precursores do Simbolismo . Inaugurou a modernidade da poesia que só foi reconhecida, depois de sua morte. Foi também tradutor, ensaísta e crítico de arte. Sua obra teórica também influenciou profundamente as  artes plásticas do  século XIX . Em 1857, ao lançar uma colectânea com os seus mais belos poemas, intitulada “As Flores do Mal” , foi acusado pela lei francesa de atentar contra a moral. Este livro esteve na origem de um nova maneira de pensar o homem e as artes,que vai  muito para lá do campo da literatura. Baudelaire afirmava que a finalidade de sua poesia era “extrair a beleza do mal” e comunicar aos homens a tragédia essencial do ser humano, dividido entre Deus e o demónio. Embriaguem-se É preciso estar-se sempre embriagado.  Aí está: eis a única questão.  Para não sentirem o fardo horrível do Tem...

Um desejo

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                                                                                       Era para mim que o milagre tinha acontecido!  De um buraco na areia em forma de estrela, vi  destacar-se, por inteiro, uma linda estrela-do-mar  que brilhava nas suas cinco pontas. Pareceu sorrir-me, feliz. Um sentimento ,leve e alegre ,entrou-me no peito.     Contudo, tu continuaste  a olhar e nada viste.     Falou-me do mar bravio das tardes de inverno, do sal e dos odores da maresia , das ondas que dançam e bordam espumas na areia dourada ,das algas verdes, azuis ,castanhas  e vermelhas que florescem nas rochas e dos peixes que nadam em cardumes formando belas figuras oscilantes. Falou-me, também, dos perigos do...

Manuel Bandeira

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Como ficar indiferente? Rembrandt O bicho Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem                                Manuel Bandeira

Todos

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Google Florescemos numa floresta imensa de outros seres.                                                       I.F.

Bird On The Wire - Leonard Cohen

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BIRD ON THE WIRE Like a bird on the wire Like a drunk in a midnight choir I have tried in my way to be free Like a worm on a hook Like a knight from some old-fashioned book I have saved all my ribbons for thee If I have been unkind I hope that you can just let it go by If I, if I have been untrue I hope you know it was never to you For like a baby, stillborn Like a beast with his horn I have torn everyone who reached out for me But I swear by this song And by all that I have done wrong I will make it all up to thee I saw a beggar leaning on his wooden crutch He said to me, "you must not ask for so much" And a pretty woman leaning in her darkened door She cried to me, "hey, why not ask for more?" Like a bird on the wire Like a drunk in a midnight choir I have tried in my way to be free Compositor: Leonard Cohen PÁSSARO NO ...

Eugénio de Andrade

Eugénio de Andrade , pseudónimo de José Fontinhas, é um dos mais lidos e traduzidos dos poetas portugueses. O poeta nasceu no Fundão a 19 de janeiro de 1923 e faleceu a 13 de Junho de 2005. no Porto. A sua principal obra é "As mãos e os frutos" (1948 )Contemporâneo dos movimentos Neorrealista e Surrealista, quase não acusa influência de quaisquer escolas literárias propondo uma poesia elementar cuja musicalidade só encontra precedentes na nossa lírica medieval ou em poetas como Camilo Pessanha que Eugénio de Andrade assume, a par de Cesário Verde, como um dos seus mestres ( adaptado Portal da literatura ) Poema à Mãe No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe Tudo porque já não sou o retrato adormecido no fundo dos teus olhos. Tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas que ape...

Nós

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google                                                         "Eu" e "tu" apenas existimos através do "nós".                                                                       I.F

Além de ti

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Google "Não te consideres o centro do mundo porque ,há muito mais mundo, além de ti."                                                                   I.F.

Uma campainha sem auto-estima

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            Nasceu assim e nunca mudaria. Em cada toque seu, quase musical, perdia o fôlego. Retomava-o um pouco depois, como se pedisse desculpa. Sentia-se, incrivelmente, intermitente e sofria.           Como admirava essas campainhas enérgicas, sonantes, que nunca se calavam e a quem todos obedeciam. Certo dia, desprendeu-se  um parafuso do seu corpo bojudo e desatou a tocar, sem parar.  Estafada de tanto esforço, chorava pedindo que a desligassem. Foi chamado, de urgência, um electricista  que a consertou. Alegre ,como nunca tinha sido, ia repetindo a toda a hora: "Como é bom voltar a ser como dantes !"                                                                               ...

Poema da urgência

Se não tivesses vindo já, nesse momento insistentemente    revelador. Se não tivesses chegado com tuas mãos amadas, os silêncios bateriam   nas paredes da casa que já não era infância. Sobre mim cairiam as vozes que há muito deixaram de se ouvir e o piar soturno dos pássaros preencheria o profundo recorte do meu ser. Se não tivesses vindo, nesse momento impressionantemente necessário, se não tivesses espalhado o teu olhar de colo, iriam revelar-se, em mim, as marcas vivas das conturbadas bocas da angústia e eu permaneceria presa à curva obsessiva desse gesto perdido de mulher esperando. Se não tivesses vindo com teus olhos límpidos, nesse momento absolutamente irreversível. Se não tivesses vindo no espírito puro da manhã, a casa  ter-me -ia consumido como uma aranha, nos seus recantos de invisível teia e eu teria ficado,  irremediavelmente perdida, no caminho, sem esperança, de perder-te.   ...

Estrela do mar-Jorge Palma

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Estrela do Mar   Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte E em que o sono parecia disposto a não vir Fui estender-me na praia sozinho ao relento E ali longe do tempo acabei por dormir. Acordei com o toque suave de um beijo E uma cara sardenta encheu-me o olhar Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era Ela riu-se e disse baixinho: estrela do mar. Sou a estrela do mar Só ele obedeço, só ele me conhece Só ele sabe quem sou no principio e no fim Só a ele sou fiel e é ele quem me protege Quando alguém quer à força Ser dono de mim. Não sei se era maior o desejo ou o espanto Mas sei que por instantes deixei de pensar Uma chama invisível incendiou-me o peito Qualquer coisa impossível fez-me acreditar. Em silêncio trocámos segredos e abraços Inscrevemos no espaço um novo alfabeto Já passaram mil anos sobre o nosso encontro Mas mil anos são poucos ou nada para a estrela do mar.           ...

Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'

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Hoje, a ecologia alerta-nos para a importância de um desenvolvimento  sustentável das sociedades humanas .Não somos senhores do planeta . A  destruição do mesmo e a sua utilização indevida, compromete  a nossa própria sobrevivência. Na  poesia , o amor pela natureza  pode motivar-nos a uma atitude mais digna  e racional que preserve  o nosso lindíssimo planeta azul . Terra Ó Terra, amável mãe da Natureza! Fecunda em produções de imensos entes, Criadora das próvidas sementes Que abastam toda a tua redondeza! Teu amor sem igual, sem par fineza, Teus maternais efeitos providentes Dão vida aos seres todos existentes, Dão brio, dão vigor, dão fortaleza. Tu rasgas do teu corpo as grossas veias E as cristalinas fontes de água pura Tens, para a nossa sede, sempre cheias. Tu, na vida e na morte, com ternura Amas os filhos teus, tu te recreias Em lhes dar, no teu seio, a sepultura.  F...