Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'
Hoje, a ecologia alerta-nos para a importância de um
desenvolvimento sustentável das sociedades
humanas .Não somos senhores do planeta . A
destruição do mesmo e a sua utilização indevida, compromete a nossa própria sobrevivência.
Na poesia, o amor
pela natureza pode motivar-nos a uma
atitude mais digna e racional que
preserve o nosso lindíssimo planeta azul
.
Terra
Ó Terra, amável mãe da Natureza!
Fecunda em produções de imensos entes,
Criadora das próvidas sementes
Que abastam toda a tua redondeza!
Teu amor sem igual, sem par fineza,
Teus maternais efeitos providentes
Dão vida aos seres todos existentes,
Dão brio, dão vigor, dão fortaleza.
Tu rasgas do teu corpo as grossas veias
E as cristalinas fontes de água pura
Tens, para a nossa sede, sempre cheias.
Tu, na vida e na morte, com ternura
Amas os filhos teus, tu te recreias
Em lhes dar, no teu seio, a sepultura.
Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'
Fecunda em produções de imensos entes,
Criadora das próvidas sementes
Que abastam toda a tua redondeza!
Teu amor sem igual, sem par fineza,
Teus maternais efeitos providentes
Dão vida aos seres todos existentes,
Dão brio, dão vigor, dão fortaleza.
Tu rasgas do teu corpo as grossas veias
E as cristalinas fontes de água pura
Tens, para a nossa sede, sempre cheias.
Tu, na vida e na morte, com ternura
Amas os filhos teus, tu te recreias
Em lhes dar, no teu seio, a sepultura.
Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'

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