Florbela Espanca
Florbela Espanca ,considerada uma das mais importantes poetisas portuguesas, nasceu dia 8 de Dezembro de 1894, na vila de Vila Viçosa, no Alentejo e suicidou-se a 8 de Dezembro de 1930 . Concluiu o curso de Letras em 1917 e foi a primeira mulher a cursar Direito na Universidade de Lisboa. Na capital portuguesa conheceu outros poetas e participou num grupo de mulheres escritoras. Colaborou em jornais e revistas. A sua obra prima, “Charneca em Flor" foi publicada em Janeiro de 1931. Parte de sua inspiração foi proveniente de sua vida breve, porém intensa. Conviveu com a rejeição do pai, que apesar de tê-la criado, só depois de sua morte a reconheceu legalmente como filha. Em 1927, falece seu irmão Apeles Espanca em um trágico acidente de avião, facto que a levou a tentar o suicídio. Escreveu uma poesia carregada de erotismo e feminilidade. O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade são a temática da sua obra.
Versos
Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz, cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma...
Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar,
Um verso é o teu sorriso e os de Dante
Eram o teu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!
Meus versos!... Sei eu lá também que são...
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez...
Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz, cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma...
Versos!... Sei lá! Um verso é o teu olhar,
Um verso é o teu sorriso e os de Dante
Eram o teu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!
Meus versos!... Sei eu lá também que são...
Sei lá! Sei lá!... Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez...
Versos! Versos! Sei lá o que são versos...
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
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