Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2018

Vida

Imagem
                  <<A vida merece ser vivida quando nos conseguimos  superar      e tornar esta breve e trágica passagem, em algo verdadeiramente extraordinário . >>                                                                                                                                             I.F.

José Saramago-"As intermitências da morte"

Imagem
            Sobre o autor Filho e neto de camponeses,  José Saramago   nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,   Terra do Pecado , em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa e...

Millôr Fernandes

Millôr Fernandes, (1923,Rio de Janeiro -2012, Rio de Janeiro ) foi um grande desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro. Era um artista com múltiplas funções e actividades. Escreveu nas revistas "O Cruzeiro e "O Pasquim" e na revista " Veja ". Intitulou-se um escritor sem estilo. Millôr sempre desenvolveu seus dotes de maneira autodidata e baseado em sua capacidade criativa. Capacidade que estimulava com um trabalho persistente e com uma rotina dinâmica.   Como desenhista, dividiu o primeiro lugar com o americano Saul Steinberg, em um concurso realizado na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, em 1956. No outro ano, ganhou exposição individual em obras apresentadas no Museu de Arte Moderna, do Rio de Janeiro. Poeminha da Negação da Afirmação Sou um homem bem comum sem nenhuma aspiração. Não quero ser general e muito menos sultão. Sou moderado de gastos, de ambição reduzida, não sonho se...

Lágrimas de chuva

Imagem
A tristeza vivia nos olhos das pessoas tristes e detestava o sorriso que iluminava o coração dos homens alegres. Desesperada por não conseguir entristecer mais  o mundo, pediu ao fogo, seu companheiro leal de calamidades  idas,  para destruir o que encontrasse. O fogo, vestido de vermelho e brasa, comilão insaciável, veio espalhando os seus dedos de chamas e tudo quis consumir . Mas, no céu, a nuvem ouviu o lamento das árvores e das ervas, dos homens desesperados e daquele menino que tentava salvar o cão. Perante tanta aflição, a nuvem sentiu verdadeira pena e chorou lágrimas de chuva apagando o fogo. As ervas e as árvores voltaram a cantar canções de seivas e brisas  e os homens voltaram a sorrir. O menino abraçado ao seu cão brincava feliz. A tristeza ao ver-se vencida ,morreu no sorriso e transformou-se em risos.                                       ...

Olhar interior

Imagem
Escher "Não olhes  para o céu à procura de anjos e demónios. Basta olhares  para dentro de ti próprio e à tua volta, para os encontrares."                                                                                                                                  I.F.

Camilo Pessanha

Imagem
Camilo de Almeida Pessanha  nasce em  Coimbra  a  7 de Setembro  de  1867  e morre em  Macau  a  1 de Março  de  1926  devido ao uso excessivo de  ópio .  Tirou o curso de  Direito  em  Coimbra  e  foi professor no  Liceu de Macau , Publicou  poemas  em várias revistas e  jornais , mas seu único livro  Clepsidra  (1920), foi publicado sem a sua participação (pois se encontrava em  Macau ) por  Ana de Castro Osório , Pessanha é considerado o melhor representante do  Simbolismo português , além de antecipador do princípio modernista da  fragmentação . Sua poesia é marcadamente pessimista, cheia de impressões sensoriais e abstratas, sendo notória sua rejeição pelo mundo material.   Inadaptado à realidade, carrega na alma a dor de existir. Na elaboração de seus poemas, rompe com as tradicionais estruturas, para apresentar uma ling...

Janelas

Imagem
Escher "Dentro de nós há uma casa com muitos quartos: alguns onde nos sentamos confortavelmente e abrimos as janelas; outros em que as paredes nos abafam   e fazem perguntas; outros onde não conseguimos entrar e muitos que  desconhecemos que existem."                                                                                                                             I.F.

No futuro

Imagem
google Quando vier o homem do futuro,  quando do tempo em que te encontrei já nada restar mais,  meus ossos contarão histórias de glórias vãs e de amargo sofrer  e  meus vestígios guardarão sinais  do que mais belo ficou do nosso querer.  Se a terra não se extinguir um dia, quando vier o homem do futuro  biónico, todo tecnologia, quando os mares, rios e terras do devir  já não forem iguais , talvez, quem sabe, eu possa outra vez vir  clone de mim mesma entre os demais. E os robôs e sábios poderão  com meios assaz sofisticados,  numa proveta recolher, talvez,  meu único ADN ainda preservado, meu corpo transformado  então retornará  com teu rosto  ainda em mim gravado. Se o verdadeiro amor sempre persiste  e dura para além da própria morte, talvez, quem sabe, num sistema solar p...

Cegueira

Imagem
Arte: Hélio Rôla             "Nada mais terrível do que nos guiarmos por verdades absolutas."                                                                                                                  I.F.

Guernica

Imagem
Guernica é um monumento à desilusão, ao desespero e à destruição. (Herbert Read) Toda a minha vida foi uma luta contínua contra a reacção e contra a morte da arte. (…) Na pintura em que estou trabalhando neste momento e que se chamará Guernica e em todas as minhas obras recentes, exprimo claramente o meu ódio pela casta militar, que mergulhou a Espanha em um oceano de dor e de morte. (Pablo Picasso) Hannah  Arendt chama a atenção para a banalização do mal como fonte das várias barbáries, que continuam a acontecer no mundo actual.   -Quem somos nós ? -Aonde pode chegar a nossa capacidade de desumanização? -Bem manipulados, seremos meras peças de uma propaganda que nos impele a ver os outros como os maus, os culpados ou mesmo simples objectos descartáveis? -A nossa capacidade de fazer juízos éticos, inscrita nos nossos genes e no nosso cérebro desde sempre, pode ser ligada ou desligada?  Estas perguntas, tanto no passado como n...