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A mostrar mensagens de junho, 2018

Jorge Luíz Borges-"Ficções"

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Sobre o autor Jorge Luís Borges (1899-1986) foi um poeta, escritor e crítico literário argentino, que nasceu em Buenos Aires, Argentina e faleceu em Genebra, Suíça, sendo considerado uma das maiores expressões literárias de seu país. Por influência de sua avó materna, que era de origem inglesa, aprendeu inglês antes do espanhol.. Em 1914 mudou-se com a família para a Europa, instalando-se na Suíça e depois em   Madrid, onde Borges concluiu seus estudos. Em 1921, de volta à Argentina, começou a publicar poemas de inspiração surrealista. Publicou seu primeiro livro de poemas, “Fervor de Buenos Aires” (1923). Em 1937 foi nomeado director da Biblioteca Nacional, Acometido por problemas nos olhos, foi aos poucos perdendo a visão. Quando estava totalmente cego contou com a ajuda de sua mãe para escrever seus livros. A doença fez com que vivesse em reclusão durante boa parte do fim de sua vida. Teve suas obras amplamente traduzidas e publicadas na Europa e nos Estad...

Dostoievski-"Os irmãos Karamazov"

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Sobre o autor Fiódor Dostoiévski ( Moscovo, 30.10.1821 - S. Petersburgo, 28.01.1881) foi um dos grandes percursores, como Emily Brontë, da mais moderna forma do romance, exemplificada em Marcel Proust, James Joyce, Virgina Woolf entre outros. Filho de um médico militar, aos 15 anos é enviado para a Escola Militar de Engenharia. de S. Petersburgo. Aí lhe desperta a vocação literária, ao entrar em contacto com outros escritores russos e com a obra de Byron, Vítor Hugo e Shakespeare. Terminado o curso de engenharia, dedica-se a fazer traduções para ganhar a vida e estreia-se em 1846  com o seu primeiro romance, Gente Pobre. Após mais umas tentativas literárias, foi condenado à morte em 1849, por implicação numa suspeita conjura revolucionária. No entanto, a pena foi-lhe comutada para trabalhos forçados na Sibéria. Durante os seus anos de degredo teve uma vida interior de carácter místico, por ter sido forçado a conviver com a dura realidade russa, o que também o levou a ...

Conversas com uma tília (4)

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Amiga tília       Sinto-te, dia a dia, quando te digo- olá!- na porta da minha casa. Não sei se também pressentes o que me vai na alma: nós, humanos, em tudo vemos a nossa linguagem e no entanto, essa poderosa energia que se liberta do teu ser vegetal, parece dizer que me conheces.               Esse teu subtil poder  será estranho, para quem te vê composta, apenas, de raiz, tronco e folhas. Contudo ,nada sabemos do mundo subterrâneo das tuas raízes onde uma longa sabedoria acumulada de  pequenas lutas e longos acordos permanece na extensa  faixa de solo, aonde tu vives;      No interior do teu tronco vertical, correm rios de água e de partículas,   vindas  de  muito longe ,que contam histórias do planeta e até das estrelas e nas  tuas folhas, microfábricas funcionam como pulmões e bocas  sedentas de luz e alimento...