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A mostrar mensagens de março, 2018

O que é o mundo?-Padre Manuel Bernardes

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 "Que é o mundo? Não te enganes com o mundo, que ele é sumamente enganador e tu sumamente enganadiço."                                                                                                           Padre Manuel Bernardes                                                                                                                  (1644-1710)

Herberto Helder

HERBERTO HELDER, ( Funchal ,Ilha da Madeira,1930-  Cascais,2015) . Depois de uma rápida passagem pelo curso de Direito, em Coimbra, frequentou durante três anos a Faculdade de Letras de Lisboa. Frequentou  o Café Gelo,em Lisboa, ao lado de Mário Cesariny, Luiz Pacheco e outros poetas e publica o seu primeiro livro, O Amor em Visita , em 1958. Foi distinguido em 1983 com o Prémio de Poesia do Pen Club Português, pelo livro  A Colher na Boca . Em 1994, foi-lhe atribuído o Prémio Pessoa, distinção que recusou.   Considerado um dos maiores poetas europeus contemporâneos, a sua poesia é viva e irrequieta, de questiona mento  incessante do seu acto poético, transpondo limites para além do seu contexto histórico-social Trata-se de uma verdadeira "poética de vanguarda". TRÍPTICO                             ...

Passado, presente, futuro

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"Sob a cortina do presente nada melhor  que reflectir no passado para responder aos  anseios do futuro."                                                                                                                                         I.F.

Piper HD

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Este filme, Piper, ganhou o Oscar de melhor filme de animação. Dura apenas 5 mim, mas o director levou 3 anos para produzi-lo. Veja como a vida pode mudar quando enfrentamos os nossos medos.  Maravilhosa animação sobre pilritos ( Calidris alba), partilhada com a minha prima Manuela Alves, a quem muito agradeço. É uma das aves mais características das praias portuguesas, podendo habitualmente ser visto em pequenos bandos a correr para trás e para a frente, junto à rebentação.( Wikipédia)

Da circunstância se faz a amizade

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              Ficou verdadeiramente aflito, quando a onda cresceu num bonito arabesco caindo sobre a areia,   levando-lhe o saboroso detrito: uma pata de caranguejo. Desanimado, ali ficou   faminto   até ouvir um grito:   - Olá amigo, na duna onde habito   vi o teu petisco!  -Levo-te lá, se quiseres - disse o mosquito, conhecedor de areias e de lixo, bom observador de tudo o que  acontecia. Com seus olhos argutos, nada lhe passava despercebido. Pilrito, alegre,  levantou as asas e disse: - Obrigada, obrigada, amigo! Claro que aceito a tua oferta. Sei que, com a tua boca consegues mastigar e sugar tudo o que apanhas, mas nunca poderias furar a dura casca da pata do caranguejo. Ora,   tendo eu um bico capaz de furar qualquer carapaça, em troca da tua amabilidade, convido-te a partilhar esta deliciosa refeição.               ...

João de Deus

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João de Deus de Nogueira Ramos  ( São Bartolomeu de Messines ,  8 de Março  de  1830  —  Lisboa ,  11 de Janeiro  de  1896 ), mais conhecido por  João de Deus, foi um eminente poeta lírico e pedagogo. Surgiu nos finais do ultra-romantismo.  A sua poesia distinguiu-se, sobretudo, pela grande riqueza musical e rítmica. Gozou de extraordinária popularidade, foi quase um  culto , sendo ainda em vida objecto das mais variadas homenagens. Foi considerado o poeta do amor e encontra-se sepultado no  Panteão Nacional  da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa. Propôs um método de ensino da leitura, assente numa  Cartilha Maternal  por ele escrita, sendo ainda utilizado. Depois   de   ter   frequentado,   durante   dez   anos,  o  curso   de   Direito   em Coimbra   e  se   relacionou   com    elementos   da   Ge...

Tudo e nada

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                           "Existe tudo na realidade dos pequenos nadas."                                                                                                                   I.F.

Lisboa ao anoitecer

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     Sei que os olhos são para ver, mas porque não fechá-los e apenas sentir. Sentirias esse anoitecer que é  único em Lisboa.       Por isso, semicerra-os e  deixa-te  ficar concentrada nessa cidade interior onde divagas.       Se escutares com atenção, mal a brisa do Tejo temporariamente cessar, anunciando a noite, ouvirás o piar dos pardais nas árvores da avenida, o chilrear das crianças trazidas pelas mães, os passos arrastados dos mendigos que se abrigam na tristeza da escuridão que se aproxima,o ruído do trânsito marcando o regresso a casa O tac-tac dos tacões das elegantes de Lisboa, salientar-se-ão na calçada portuguesa lembrando castanholas e a  lamúria de um pedinte, "uma moedinha, uma moedinha!", cansará pela repetição.     Palavras sussurradas, gritadas, doces, irritadas, emocionadas ,geladas, risonhas, tristes, proferidas em várias línguas, voarão ...

Rumores

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                Rumores Painting by Samiran Sarkar   Leve, leve, nos vidros da janela   batem dedos tão brandos como asas,  rumores perdidos,   passos dispersos dum caminho antigo.  O som é leve e quase hesita,  passa de manso,   esvoaça e quase nada fica.  Espreito surpreendida.  Não há ninguém lá fora,  só o rumor que vem dos matagais.  C omo demora!  Será queixume de alguém que já passou?  Presságios ou sinais? Será a voz do vento que já me   chamou? Ou o coração das coisas pulsando nos pinhais?                                                               Isa Sousa