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A mostrar mensagens de julho, 2019

Arrábida

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www.visitportugal.com      Deus pôs-te, ó Serra, entre o anil dos céus e o azul do mar imenso.         Em ti, meus olhos navegam em direcção ao sul       e o aderno e o carrasco semeiam sonhos mediterrânicos, na vastidão dos tempos.            Em ti, habitam escuridões da rocha onde os morcegos se acolhem      e as escarpas lutam contra a gravidade, furando o mar.                Há homens que oram, desde sempre, no rumor dos teus ventos         e no silêncio das tuas   tardes amenas com sede de   infinito.               Em ti, abrem-se feridas por curar e lágrimas de pedra e poeira,        libertadas pelo teu corpo denso.            Como aceitar tal vil...

Nunca devemos

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Nunca devemos voltar aos locais onde o rio do tempo nos levou, nas suas águas perdidas, as mágoas, as alegrias, as paixões ,as raivas, os vários desejos e tudo o que nasceu e logo sufocou. Com ele, foram também muitos dos que se cruzaram no nosso caminho, que amamos ou nos amaram ou simplesmente nos foram indiferentes. Mas a memória, sim, a memória, essa velha traiçoeira, agarra-nos nas suas garras, nas suas queixas, envolve-nos nas suas ilusões e sem querermos voltamos a esse tempo passado, sabendo que já nada existe como era e até nós, apenas somos pedaços do que fomos.  Por isso, porque ninguém se pode banhar nas águas do mesmo rio, devemos pegar no barco da nossa vida, erguer as velas e partir buscando novas paisagens.. E, aquilo que pensávamos nunca mais viver,   poderá revestir novas roupagens e fazer-nos de novo sorrir.                                       ...

Les moulins de mon coeur - Michel Legrand

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"As Turbinas do meu coração"  é uma canção composta pelo músico francês  Michel Legrand  .   As letras, em inglês, foram escritas por Alan e Marilyn Bergman, enquanto as letras em francês foram compostas por Eddy Marnay ("Les moulins de mon coeur"). A canção foi originalmente gravada em inglês pelo cantor britânico Noel Harrison, em 1968, e incluída no filme  The Thomas Crown Affair  , do mesmo ano, dirigido por  Norman Jewison  .   As duas primeiras linhas melódicas foram tiradas do segundo movimento da  Si nfonia para Violino, Viola e Orquestra  de  Mozart .   A música ficou em 8º lugar no  UKSingles Chart, e recebeu o  Oscar pela melhor música original  de 1968. Comme une pierre que l'on jette Dans l'eau vive d'un ruisseau Et qui laisse derrière elle Des milliers de ronds dans l'eau Comme un manège de lune Avec ses chevaux d'étoiles Comme un anneau de Saturne U...

Futuros Amantes - Chico Buarque

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Futuros Amantes Chico Buarque Não se afobe, não Que nada é pra já O amor não tem pressa Ele pode esperar em silêncio Num fundo de armário Na posta-restante Milénios, milénios no ar E quem sabe, então O Rio será Alguma cidade submersa Os escafandristas virão Explorar sua casa Seu quarto, suas coisas Sua alma, desvãos Sábios em vão Tentarão decifrar O eco de antigas palavras Fragmentos de cartas, poemas Mentiras, retratos Vestígios de estranha civilização Não se afobe, não Que nada é pra já Amores serão sempre amáveis Futuros amantes, quiçá Se amarão sem saber Com o amor que eu um dia Deixei pra você

Quantas vezes?

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Quantas vezes deixámos sonhos por realizar, por não gostarmos de nós? Quantas vezes deixámos de cumprir tarefas, por medo de não sermos capazes ? Quantas vezes não nos perdoámos, quando errámos?  Quantas vezes nada fizemos, à espera de alguém para sermos felizes ? Quantas vezes não nos aceitámos, tal como somos? Gostarmos de nós próprios  é estarmos em melhores condições para amar os outros e sermos amados. Seremos ,assim,   mais c apazes ,mais belos, mais tolerantes, melhores pessoas .                                                                                                                               I. F. ...