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A mostrar mensagens de novembro, 2018

A minha festa de finalista

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Aquele último dia de Setembro de 1969 marcou o fim de um ciclo e o começo de uma nova etapa, na minha vida de finalista do Liceu Nacional do Funchal. Naquela época, a ditadura salazarista estava no auge e a repressão atingia grande parte da sociedade portuguesa. A juventude era arrastada para uma guerra em África, sem sentido. Muitos dos nossos amigos e colegas partiam, para não mais voltar. A contestação estudantil crescia de dia para dia. Com dezassete anos eu bebia a vida como uma taça ébria de energia e esperança. Comigo, os meus colegas de liceu também se despediam rumo a novos destinos. Vestidos com os nossos trajes académicos, de capa e batina, éramos como andorinhas em bandos procurando caminhos. Chegara o dia da festa dos finalistas há muito esperado. Um cortejo alegórico constituído por vários carros simbolizando os diferentes cursos percorreria, à tarde, uma das avenidas principais do Funchal seguindo-se um baile de despedida.Nas nossas curtas vidas esse acontecime...

Serenata em lua nova

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h  Era uma noite sombria,   tudo em volta era de breu,   a lua nova nascia   escondida lá no céu.   Numa rua   retorcida  um cavaleiro apareceu,   cavalgava o cavaleiro,   por mil   curvas se perdeu. Onde vais, ó cavaleiro,   cansado de cavalgar?   Vou encontrar minha dama   que há muito me está a chamar.   Por terras do fim do mundo,   em guerras eu pelejei,   para   honrar a minha pátria,   a minha amada deixei.   Na escuridão da noite, a muita porta bati,   e em nenhuma encontrei   aquela   a que me prendi.   Já estava desanimado   quando decidiu, então,   sentar-se sobre uma pedra   a cantar com o violão. Tanta emoção revelou , cantou com tanto fulgor,   que a   lua nova, no céu,   acordou do seu torpor. Então ,como por milagre   do seu corpo muito escu...