Nunca devemos



Nunca devemos voltar aos locais onde o rio do tempo nos levou, nas suas águas perdidas, as mágoas, as alegrias, as paixões ,as raivas, os vários desejos e tudo o que nasceu e logo sufocou. Com ele, foram também muitos dos que se cruzaram no nosso caminho, que amamos ou nos amaram ou simplesmente nos foram indiferentes.

Mas a memória, sim, a memória, essa velha traiçoeira, agarra-nos nas suas garras, nas suas queixas, envolve-nos nas suas ilusões e sem querermos voltamos a esse tempo passado, sabendo que já nada existe como era e até nós, apenas somos pedaços do que fomos. 

Por isso, porque ninguém se pode banhar nas águas do mesmo rio, devemos pegar no barco da nossa vida, erguer as velas e partir buscando novas paisagens.. E, aquilo que pensávamos nunca mais viver,  poderá revestir novas roupagens e fazer-nos de novo sorrir.
                                                                                                                   I.F.

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