Revista LER, Bruno Vieira Amaral
"Cada homem condensa em si
toda a história do mundo. Escolham o padre que coligiu as vítimas do
terramoto de 1755, um desses relojoeiros a quem se deve a glória anónima dos
helvéticos, um humilde tendeiro dos
lugares da Mancha calcorreados pelo Quixote, e, se lhes dedicarem o tempo suficiente, encontrarão neles, nos seus
antepassados e na sua descendência, vividos, lidos ou imaginados, as invasões
napoleónicas, o 4 de Julho de 1776, o sangue da comuna de Paris, os saques dos
piratas dos mares da China, a memória de todos os fogos de Sodoma e Gomorra ,
da Roma de Nero, daqueles que numa noite infame destruiu o Reichstag, do outro
que numa madrugada silenciosa arrasou Chiado."
Revista LER, Bruno
Vieira Amaral, Pg.65

Verdade, verdadinha, Isabel Quem se dedica a investigar a história da família, mesmo sem gente que ficou com nome na História encontra toda a história do mundo. Vale a pena recordar oa poemas de Vinicius de Morais "O operário em construção" e do Manuel Alegre "Lição do Arquitecto Manuel da Maia" . E volto para os meus avós cordoeiros que foram contemporâneos do fundador do Colégio dos Órfãos onde hoje se ergue a Reitoria aa Universidade do Porto, o Padre Baltazar Guedes.. Abraço.
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