Amor
Amor
Nada mais havia a fazer, quando o amor lançou seus braços perturbantes nascendo da dor a alegria. Nele tudo frutificou: das nossas vidas nasceram outras vidas, cadeias de afectos. Se tivéssemos evitado ouvir seus misteriosos apelos, nada seria igual. Agora restava saber a razão da nossa presença nesta cadeia de acasos, perdida na irrecuperável voragem do tempo. Todos intuímos haver uma razão e buscamos a chave, da mais escondida das portas, guardada em cada um de nós.
I.F.

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