Serenata em lua nova
Era uma noite sombria,
tudo em volta era de
breu,
a lua nova nascia
escondida lá no céu.
Numa rua retorcida
um cavaleiro apareceu,
cavalgava o cavaleiro,
por mil curvas se perdeu.
Onde vais, ó cavaleiro,
cansado de cavalgar?
Vou encontrar minha
dama
que há muito me está
a chamar.
Por terras do fim do
mundo,
em guerras eu pelejei,
para honrar a minha pátria,
a minha amada deixei.
Na escuridão da noite,
a muita porta bati,
e em nenhuma
encontrei
aquela a que me prendi.
Já estava desanimado
quando decidiu, então,
sentar-se sobre uma
pedra
a cantar com o violão.
Tanta emoção revelou ,
cantou com tanto fulgor,
que a lua nova, no céu,
acordou do seu torpor.
Então ,como por milagre
do seu corpo muito
escuro
nasceu um luar
brilhante
que iluminou logo tudo.
E naquela luz tão doce
que aclarou toda a rua,
à sua porta bateu
sob o sorriso da lua.
Na vidraça da janela,
um lindo rosto
assomou,
de uma donzela tão
bela,
que ali mesmo falou.
Óh que linda melodia !
Que meu coração ouviu.
De certeza que chegou
meu amado que partiu.
E logo ali os amantes
prometeram se casar,
em dia de lua nova,
numa noite sem luar.
I.F.

Que coisa mais linda....daquelas poesias de outros tempos que nos transportam para tempos fora do Tempo Adorei...Posso partilhar na minha cronologia? Parabéns e um abraço.
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